Por Arnold Coelho
Entre muitos assuntos pautados na nossa conversa, ele me mostrou um artigo de um veículo conceituado que falava basicamente do futuro com a Inteligência Artificial (IA) e da iminente morte de mais uma profissão, no caso específico, o jornalista. O artigo falava claramente que muita gente já está usando desse artifício para produzir pequenos textos informativos e que o ‘futuro’ será de notícias feitas por IA.
Eu particularmente acho que a ‘Inteligência Artificial’ será sempre ‘artificial’, pois esse novo recurso surgido no século 21 com a chegada desse mar tecnológico através de grandes empresas que vêm investindo na robótica para substituir a mão de obra humana, vai ocupar, sim, um grande espaço no nosso dia a dia, mas irá faltar sempre nas máquinas e na ‘IA’ alma, alegria, tristeza, perda, dor, frustração, emoção, fé em Deus e tantos outros sentimentos que só o ser humano tem.
Não imagino ler um texto feito pela IA onde ela vai citar com emoção o prazer de beijar ou abraçar a pessoa amada ou narrar o sabor amargo de um café forte (com pouco açúcar) ou o azedo cítrico do limão, ou o delicioso ardor do gengibre, ou até mesmo o ar puro e o calor do sol quente no seu rosto; uma noite de descanso depois de um cansativo dia de trabalho; banho de rio ou mar; correr, suar, nadar, comer algo delicioso ou se divertir. Poderia passar dias aqui citando sentimentos e emoções que só saem do peito de quem tem coração, alma e sangue nas veias.
Por isso vou fechar esse texto da mesma forma que abri: a Inteligência Artificial (IA) será sempre ‘artificial’.