Cartas intimidatórias, ressurreição de defuntos… o carlismo não morreu mesmo?

por Domingos Matos
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Quando todos achavam que os tempos eram outros, eis que um revival do senador César Borges traz à tona práticas que se imaginavam superadas. Uma carta, nada republicana, com ameaças aos seus colegas de partido (PR), para que votassem contra uma autorização de empréstimo do governo baiano junto ao BNDES, de meio bilhão de reais, recolocou a discussão da suposta morte do carlismo na ordem do dia.

Como assim, o carlismo morto?, já havia estranhado, na terça-feira, auto-proclamado herdeiro ACM Neto, em um artigo publicado no prestigiado A Tarde. Neto ainda sonha em reclamar seu quinhão, e não perde tempo em querer ressuscitar o defunto, tirar do baú um chicote já desgatado pelo uso de mais de 30 anos, e alguns arreios, a fim de manter pelo menos aquecido o morimbundo.

Mas César, aluno aplicado, foi mais rápido. Se é pra provar, que seja com algo concreto. A tal carta, que no fim das contas não atrapalhou tanto a aprovação do crédito, serviu para mostrar que o carlismo pode até estar morto, mas que há vários bruxos tentando uma fórmula mágica que o traga de volta. Se possível, logo para outubro.

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