Na opinião do presidente da Fundação Cultural, Maurício Corso, a escolha da cidade para sediar parte das gravações do filme ajuda a recolocar Ilhéus no circuito nacional e internacional de cinema, além de contribuir numa série de outros aspectos como financeiro, por utilizar mão-de-obra local, fomentar o comércio e o setor hoteleiro. “Esse tipo de mobilização cria um sentimento de pertencimento, que ajuda a reforçar nossa identidade”.
Durante todo período da gravação, algumas salas da Fundação Cultural foram cedidas para dar apoio logístico à equipe da produção do filme. Para o secretário de Turismo, Paulo Moreira, “o filme vai ajudar a reforçar a imagem de Ilhéus como uma cidade naturalmente bonita e com um importante e valorizado patrimônio histórico-cultural”.
O aproveitamento de artistas locais, a exemplo dos que participam do projeto de técnicas de requalificação dos trabalhadores de teatro, oferecido pela Fundação Cultural, e de alunos do curso de Comunicação Social Rádio e TV da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), também foi outro ponto reforçado por Maurício Corso. “Essa troca de experiências enriquece o currículo e abr um novo de leque de perspectivas para esses profissionais”, ressaltou.
O filme é produzido pela Asacine e traz Márcio Curi como diretor, e argumento original e roteiro de Di Moretti. As gravações rodam o Brasil, já que o filme vai contar a história de Tarik – interpretado pelo ator Ricardo Blat – que, depois da morte da mulher e das conseqüências dos ataques terroristas às torres gêmeas do World Trade Center, resolve reassumir plenamente sua condição de muçulmano. Ao lado de sua filha temporã, ele quer resgatar velhas histórias, velhas tradições e velhos companheiros de viagem, para isso Tarik vai atravessar o país, de São Paulo a Belém do Pará, passando por Ilhéus.
Atento, o público ilheense acompanhou todos os detalhes das gravações, principalmente as cenas externas. O produtor local do filme, José Deraldo (Derô), avaliou como positiva a receptividade da cidade, que acolheu toda a equipe, “mostrando porque Ilhéus é tão conhecida por sua hospitalidade”.
As fotos são de Mary Melgaço