Na manhã desta quinta-feira (14), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), através do seu coordenador local, Sandoval Martins Manciola, promoveu a quarta reunião da Comissão Municipal de Geografia e Estatística no salão nobre do Palácio Paranaguá, para mostrar os novos números do atual censo que apontam até agora 170.056 habitantes, sendo 82.327 do sexo masculino e 87.718 do sexo feminino.
Questionado sobre esta substancial queda no número de habitantes, Manciola disse não poder até o momento apontar se houve acentuada evasão de moradores na zona urbana ou rural, mas com sua experiência profissional – este é o terceiro censo em que trabalha –, acredita que o total de habitantes do município de Ilhéus ficará entre 175 e 180 mil.
Para complicar ainda mais a situação, os estudos realizados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) faz com que Ilhéus, caso se mantenha a medida, venha a perder importantes áreas territoriais nas divisas com os municípios de Una, Uruçuca, Itabuna e Buerarema.
Neste sentido, o chefe de Gabinete da Prefeitura, José Nazal Pacheco, esclarece que desde abril deste ano, o prefeito Newton Lima protocolou junto à SEI solicitação para que realizasse revisão dos seus estudos de limites territoriais, uma vez que não concorda com a perda de áreas para demais municípios.
O prefeito afirmou que “não queremos um palmo de terra de nenhum município, apenas manter o que é nosso”, salientando que nesta terça-feira (19), manterá audiência com o diretor geral da SEI, José Geraldo dos Reis Santos, para reiterar sua reivindicação, antes que o projeto seja encaminhado para apreciação e votação na Assembleia Legislativa.
Em Ilhéus, assim como em todo o Brasil, o censo 2010 teve início em 1º de agosto e conta com a participação de 200 recenseadores distribuídos nas zonas urbana e rural devendo ser concluído até 31 deste mês.
Um dos problemas encontrados no município, disse Manciola, refere-se até o momento ao total de 2.289 residências domiciliares onde seus moradores se negaram a atender os recenseadores, anotando-se mais este fato entre as denominadas classes média e alta, “por mais estranho que isso possa parecer”, comentou José Nazal.
Para finalizar os trabalhos Manciola informou que só faltam recensear 86 setores, embora na sua grande maioria a coleta de dados já venha ocorrendo, mas são locais com pouca densidade populacional, “o que nos leva a manter o prognóstico de um resultado total e habitantes em, no máximo, 180 mil”.
Informações da Ascom; foto: Clodoaldo Ribeiro