O livro é prefaciado por Bule-Bule, o qual Isaac considera um cordelista autêntico e poder de criação dos mais completos que conhece, pois canta todos os estilos de cordel de Nordeste, sem falar que canta tirana, coco do Recôncavo. “Bule-Bule é o ‘Rái (sic) da Silibrina’”, denomina.
E no prefácio, Bule-Bule não deixa por menos: “Para quem não sabe, Isaquinho, como carinhosamente nós, seus amigos, é um doutor formado em sertão e sabiamente construiu uma ‘Mochila de Cego’ como o que existe de mais autêntico. Identificou só com a carapuça dos dedos e os olhos fechados, todo o material para encher a mochila”, escreveu.
Segundo Isaac Nunes Filho (Isaquinho), o livro é escrito em prosa e verso e é resultante do apanhado da cultura de gente simples que vive desde o norte de Minas até o Ceará. “Sempre convivi com o homem do campo e com eles aprendi suas histórias, que agora conto para amigos interessados num tipo de literatura singela, mas real e narrada de forma simples e original”, comenta.