Esse blogueiro argumentou: “Mas, essa semana, Fernando Gomes conclamou ‘seu povo’ a votar em Serra e disse que, se fosse Geddel, já teria chutado o pau da barraca de Dilma há muito tempo”. As gentilezas foram em resposta à declaração de apoio – exclusivo – da petista a Wagner (PT), encerrando a história de dois palanques por aqui.
“Nada, nada. Não existe brigar com Dilma. O vice dela é nosso. Vamos construir um governo lá na frente. Na verdade aquilo foi uma provocação, tentaram fazer Geddel brigar com ela, mas ele não caiu na armadilha. E Geddel foi elegante, respondendo que apoia Dilma desde quando ela era apenas um poste”.
Hum… “Construção de governo”, “futuro,” “nada de briga com Dilma”…
Ao que parece, Juvenal pensa mais que Fernando. E a marinada talvez não passe mesmo de uma bricadeira – de quem, na verdade, está em contato diário com Geddel e tem informações de que o futuro deste, afinal, não seja tão sombrio assim, nos planos nacional e estadual.
Assim, já passando da meia-noite, é quase certo que naquele coração existencialista talvez já não tenha nascido uma flor amarela – como no delírio de Toni Garrido – mas uma vistosa flor de melancia, condição primeira para o surgimento de uma fruta interessante: verde por fora, mas vermelhinha, vermelhinha em seu interior.
É primavera!