Não se fala aqui apenas da possibilidade de correção dos repasses aos municípios prejudicados – nem se sabe se Itabuna teria algum benefício com essa CPI. O que interessa para nós, itabunenses, é que ela foi proposta pelo deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB) e não despertou interesse do PT como partido, mas teve assinatura do deputado Geraldo Simões.
Ora, se a gente lembrar o que GS vem fazendo em relação ao PMDB local – namoro declarado, com dispensa de elogios aos dirigentes – dá para imaginar quais os desdobramentos pretendidos por Geraldo a partir dessa paquera com Lúcio em Brasília.
Mas a política é uma pista de mão dupla. Depois de 2012 vem 2014, eleição para governador. O que Geraldo percebe é que Lúcio pode crescer na Câmara, pode subir ao chamado ‘alto clero’.
É uma aposta do petista num interlocutor qualificado, que pode trazer resultados imediatos em 2012, com uma composição quase imbatível em Itabuna entre PT e PMDB, e pode reeditar a parceria dos dois partidos no estado em 2014.
Seria a redenção de Geraldo no cenário político baiano. Só para ilustrar: enquanto muita gente do PT pensa em lançar Walter Pinheiro para governador, GS aposta em José Sérgio Gabrielli, o homem da Petrobrás. E nisso tem a simpatia de próceres do PMDB.