Sem Terras na Bahia: diálogo do governo irrita nostálgicos do autoritarismo

por Domingos Matos
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Josias Gomes

Josias GomesParte da chamada Grande Imprensa parece considerar que o tratamento a ser dispensado aos movimentos sociais tenha que continuar sendo o da repressão. Neste sentido, pouca diferença há entre esses setores da imprensa e os mais empedernidos defensores do autoritarismo no tratamento a ser dado às reivindicações populares.

Trabalhadores do Movimento Sem Terra, acampados na Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária da Bahia estão sendo atendidos pelo governo baiano em suas necessidades mínimas de alimentação e higiene. Bastou isso para que esse setor da Imprensa investisse contra o governo Jacques Wagner, em ataques furibundos.

Primeiro deixar claro o meu apoio à resolução do governo da Bahia, que, mais uma vez, resolveu amparar com medidas humanitárias o Movimento Sem Terras. Por mais que persista certa nostalgia dos tempos da repressão pura e simples aos movimentos de trabalhadores, o Brasil consolidou o regime democrático, sem retrocessos possíveis.

Por conta dessa democracia reinante, e que tanto incomoda antigas elites dominantes, é que o governo Jacques Wagner procura dialogar, de forma sincera, com o Movimento Sem Terras, e qualquer outro que represente setores populares. O que implica, conforme o caso em pauta, a fornecer as mínimas condições para que os trabalhadores mantenham-se fisicamente íntegros, assim como os prédios e equipamentos públicos.

É preciso recomendar, aos insatisfeitos, que procurem reciclar idéias e conceitos sobre como deve se comportar o poder público frente à sociedade civil: não há mais espaço para reações radicais e ideológicas contra os movimentos sociais.

Josias Gomes é deputado federal (PT-BA)

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