




Contra a Covid-19, Governo do Estado comprou insumos e equipamentos com preços abaixo da média nacional
O Governo do Estado tem feito uma série de investimentos para prevenir a disseminação do coronavírus e atender os pacientes com Covid-19. No esforço para otimizar os recursos públicos, o Governo conseguiu adquirir grande parte dos equipamentos e insumos com valores bem abaixo da média praticada no mercado nacional, como comprovou a auditoria realizada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).
Um exemplo são as camas fawler básica manual (camas hospitalares com elevação de cabeceira e peseira), cujo custo médio é avaliado em cerca de R$ 3,5 mil e que foram compradas pelo governo baiano por R$ 2,4 mil. No total, foram adquiridas 650 camas desse modelo. Outro caso são as máscaras de proteção respiratória para agentes biológicos (N95 KN95 PFF2). O valor médio contratado pelos estados, de acordo com o painel público Covid-19 nacional (site do TCE-BA), é de R$ 16,02. O Governo do Estado adquiriu 576 mil unidades, pelo preço de cerca de R$ 5, cada.
Concluída na segunda-feira (15), a fase inicial da auditoria do TCE teve início em 31 de março deste ano. O relatório tem o propósito de apresentar as informações preliminares, levantadas até o momento, sobre os impactos da pandemia nas receitas do Estado, sobre as medidas de contenção de despesas e as compras de equipamentos e serviços médicos e hospitalares.
No caso das luvas de procedimento hospitalar, os estados têm pago em média R$ 34,73 pela caixa de 50 pares. A Bahia conseguiu um fornecedor com preço, até o momento, de R$ 21,22. Já os aventais hospitalares custam em média R$ 10,02 e a Bahia comprou 1,3 milhão de unidades por R$ 6,99, cada.
As equipes de auditores apuraram ainda que, de março a maio de 2020, a queda da receita baiana gira em torno de 19,71% quando comparada com o mesmo período de 2019, o que reforça a importância de otimizar os recursos nos processos de compra para enfrentamento da pandemia.





Rui sobre compra de respiradores: “não tenho rabo preso. Quero investigação e devolução de todo dinheiro público”
“Não tenho conhecimento dos detalhes da compra e nem da empresa americana”, admite presidente da Câmara Brasil-China
O presidente da Câmara Brasil-China, Charles Andrew Tang, enviou uma carta ao secretário estadual da Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, esclarecendo o teor da entrevista concedida ao Jornal A Tarde. “Estava comentando genericamente sobre os episódios, reportados pela mídia, encontrados por vários estados na compra de respiradores. Da mesma maneira que comentei sobre os problemas noticiados sobre outros estados, escutei dizer que a Bahia tinha comprado respiradores de empresa americana que não existia. Talvez o jornal por ser baiano focou mais no seu estado”, disse Tang no documento enviado nesta terça-feira (12).
Na carta, ele também admitiu desconhecer detalhes do processo de aquisição de respiradores pelo Governo do Estado da Bahia. “não tenho conhecimento dos detalhes da compra de respiradores da Bahia e nem da empresa americana que vendeu esses respiradores. Tampouco tive a intenção de acusar nenhuma empresa, organização ou governo”, escreveu. Por fim, Tang disse que estava à disposição para prestar esclarecimentos sobre o assunto.
Leia a carta na íntegra:
Rio de Janeiro, 12 de maio, 2020
Exmo. Senhor Secretário de Saúde do Estado da Bahia
Dr. Fábio Vilas-Boas
Referente a publicação de uma entrevista dado por mim ao Jornal da Tarde de seu estado publicado na segunda feira dia 11 de maio último, gostaria de esclarecer de que estava comentando genericamente sobre os episódios, reportados pela mídia, encontrados por vários estados na compra de respiradores tão necessários para salvar vidas nessa guerra contra o Covid-19.
Da mesma maneira que comentei sobre os problemas noticiados sobre outros estados, escutei dizer que a Bahia tinha comprado respiradores de empresa americana que não existia. Talvez o jornal por ser baiano focou mais no seu estado.
Gostaria de esclarecer de que não tenho conhecimento dos detalhes da compra de respiradores da Bahia e nem da empresa americana que vendeu esses respiradores. Tampouco tive a intenção de acusar nenhuma empresa, organização ou governo.
Gostaria de reiterar meu grande apreço pelo seu Exmo. Governador Rui Costa, com quem já tive o prazer de me reunir, bem como pelo seu governo e o estado maravilhoso da Bahia.
Me coloco a disposição para prestar estes esclarecimentos.
Atenciosamente,
Charles Andrew Tang
Presidente







Rui Costa anuncia compra de 10 milhões de máscaras para distribuição
“Nós queremos comprar até 10 milhões de máscaras para distribuir para toda a população, porque, se todo mundo estiver usando a máscara, nós vamos conseguir derrubar a taxa de infecção”. A declaração foi dada pelo governador Rui Costa durante live nas redes sociais, na noite de ontem (22).
De acordo com o chefe do Executivo, já foram compradas 3 milhões de máscaras e a distribuição deve ter início nos próximos dias. Em Salvador, acrescentou o governador, serão distribuídas máscaras nas estações de metrô, onde será exigido – após a distribuição ser iniciada – que todos os passageiros utilizem a proteção facial.
Rui pediu que empresários, prefeitos e toda a sociedade se unam em torno de um grande mutirão para fortalecer a produção e distribuição de máscaras no estado. “Com isso, a gente vai poder acelerar a volta à normalidade. Voltar à normalidade significa salvar vidas humanas e, para isso, o uso da mascara é fundamental”, acrescentou o governador durante o pronunciamento ao vivo no Facebook e Instagram.
Edital
No último dia 14, foi divulgado o resultado do edital do Governo do Estado que habilitou fabricantes de máscaras artesanais de proteção facial. No total, 603 empreendimentos foram cadastrados, em todos os 27 Territórios de Identidade da Bahia. A Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) responsável pelo edital, identificou 6.338 máquinas de costura apropriadas a este tipo simplificado de confecção, com 9.969 costureiras e costureiros em condições de trabalharem na fabricação desse equipamento de proteção individual (EPI).







Instituições vão ajudar na aquisição e confecção de EPIs para os municípios
Durante uma reunião virtual promovida pela Associação dos Municípios da Região Cacaueira – Amurc, nesta segunda-feira, 30, para o combate ao Coronovírus (Covid-19), as instituições como a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), o Instituto Arapyaú e o Sul da Bahia Global se comprometeram em ajudar na compra ou confecção de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para os municípios da região.
As principais necessidades apontadas pelos gestores municipais, segundo o secretário executivo da Amurc, Luciano Veiga, estão a falta de kits para a realização de testes, EPIs, a falta de leitos de UTIs e repasses do Governo do Estado da Bahia. Ao mesmo tempo, os municípios reclamam da dificuldade de encontrar fornecedores para compra desses materiais.
Nesse sentido, a Amurc está realizando algumas ações, como a organização de compra conjunta de EPIs e materiais necessários no combate ao vírus. Já foi feito uma análise de fornecedores e cada município está fazendo o levantamento de suas demandas (EPIs e materiais) para compras coletivas. Aliado isso, está sendo feito uma ação junto às secretarias de Educação para fornecimento de alimentação, (recursos da merenda escolar) para alunos que estão em casa.
A UFSB se comprometeu realizar testes rápidos para triagem inicial dos casos suspeitos, além de atuar com a fabricação de EPIs e do álcool gel, tendo em vista que a universidade possui a autorização da ANVISA para fabricação desse componente químico. No entanto, a matéria-prima para a produção desses materiais depende de um aporte financeiro do Ministério da Educação (MEC) e da iniciativa privada para desenvolver os testes na UFSB.
Já a Uesc colocou a universidade a disposição para a fabricação de máscaras através de impressora 3D, a fabricação de álcool gel e realização de testes rápidos, que dependem de aporte financeiro federal e da migração do nível de biossegurança 2 para o nível 3 (trabalho com agentes de risco biológico da classe 3, ou seja, com microrganismos que acarretam elevado risco individual e baixo risco para a comunidade).
Os Institutos Natura e Arapyaú também estão nas frentes de apoio para às compras de EPIs, testes rápidos e investimentos na estrutura hospitalar da região.






