

O Consórcio de Desenvolvimento Sustentável – CDS Litoral Sul teve as contas, referente ao exercício de 2019, aprovadas pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) na quinta-feira (1°).
De acordo com o secretário executivo do CDS, Luciano Veiga, o resultado é fruto de um trabalho conjunto, envolvendo as equipes dos setores administrativo, financeiro, contábil, licitatório e advocatício, sempre alinhados aos princípios legais da administração pública.
“O consórcio fica agradecido pelo trabalho e esforço de toda a sua equipe e pela confiança de seus consorciados por mais uma conta de exercício aprovada desde de 2013. As atividades são desenvolvidas de forma bastante transparente dentro da legalidade, publicidade, transparência e economicidade”, relatou Luciano.
Atuação
O Consórcio Litoral Sul é um instrumento da gestão pública que atua em 13 municípios do território, com o objetivo de promover a execução de serviços públicos nas áreas de infraestrutura, saneamento básico e resíduos sólidos.
Durante a cerimônia online, nesta sexta-feira (3), para a assinatura do acordo de Cooperação Técnica entre a Rede Nacional de Consórcios Públicos do Brasil e a Associação para a Gestão de Resíduos Sólidos de Portugal, o Consórcio de Desenvolvimento Sustentável – Litoral Sul foi representado pelo secretário executivo, Luciano Veiga, que também preside o Conselho dos Secretários Executivo da Federação de Consórcios da Bahia – Fecbahia.
O Termo de Cooperação tem a finalidade de colaborar com os consórcios públicos, inclusive da Bahia, no planejamento, desenvolvimento e ações ligadas aos resíduos sólidos. A ideia é que a partir da observância sobre as práticas internacionais, bem como a ampliação do entendimento sobre os melhores modelos para desenvolver essas atividades de forma consorciada, venha atender as necessidades da região, em especial aos municípios que ainda possuem uma grande quantidade de lixões.
Para Luciano, é um grande passo porque a entidade ganha em conhecimento e começa a ter um lastro maior de visualização quanto as melhores práticas relacionadas a resíduos sólidos na Bahia, no Brasil e no mundo. “O Consórcio Litoral Sul passa a fazer parte desse debate, permitindo que ele tenha uma ampliação não só de conhecimento de informações, mas principalmente em relação a ter um envolvimento maior e melhor com as instituições internacionais que desenvolve essa atividade na Europa”.
Victor Ivo Borges, presidente da Rede Nacional de Consórcios Públicos destacou que esse acordo é de suma importância para o Brasil, tendo em vista que Portugal evoluiu muito nos últimos 10 anos na área de resíduos sólidos, reciclagem e a parte de organização dos municípios em consórcio. “É um caminho que nós podemos verificar e aprender com os países europeus, adaptando às condições do Brasil e aplicar no território nacional, visando ter um avanço nesse setor”.
Uma videoconferência realizada na manhã desta terça-feira (31) reuniu os membros do Comitê Científico do Consórcio Nordeste e o presidente da entidade, o governador da Bahia, Rui Costa. Durante o encontro virtual, o grupo, formado por renomados cientistas, pesquisadores e físicos brasileiros, fez uma apresentação preliminar da metodologia que irão usar para ajudar os nove governadores da região a embasarem cientificamente as ações executadas para combater a pandemia gerada pelo novo coronavírus.
De acordo com Rui, o Comitê, criado na última segunda-feira (30), terá papel fundamental na guerra contra o coronavírus. “Montar um conselho científico de pesquisadores que são ou possuem relação com a região e que participam de grupos internacionais de pesquisa que estão acompanhando as ações e medidas relacionadas ao novo coronavírus foi uma decisão dos nove governadores do Nordeste. Esperamos que esse grupo apresente sugestões de enfrentamento à Covid-19, por meio de canais como boletins diários com orientações aos governadores, que contenham protocolos de procedimentos médicos atualizados e alternativas para repor insumos para confecção de equipamentos individuais de proteção e para mobilizar a cadeia produtiva envolvida na produção de respiradores, por exemplo”, explicou o governador.
Rui contou também que o grupo de cientistas vai ajudar na criação de um software para ser utilizado, inicialmente, por habitantes do Nordeste. “Nós discutimos, também, a criação de um aplicativo, que deve ser disponibilizado nas lojas virtuais para que as pessoas que apresentem sintomas façam o download e informem, por exemplo, quais são esses sintomas e se foram testadas. Desta forma, deveremos ter todos os dados automaticamente processados e monitorados, facilitando a identificação dos locais com mais casos e, consequentemente, viabilizando uma reação mais efetiva nessas localidades, quebrando a cadeia sucessória do vírus”, destacou.
O Comitê Científico é coordenado por Miguel Nicolelis, neurocientista e referência mundial na pesquisa da interface entre cérebro e computadores, e por Sérgio Rezende, físico formado pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e ex-ministro da Ciência e Tecnologia. O comitê ainda está em formação, mas já possui 13 membros, incluindo um indicado por cada estado, e deve permanecer ativo até o fim da pandemia. Os representantes da Bahia no grupo são o infectologista Roberto Badaró, a pesquisadora e titular da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado, Adélia Pinheiro, e o médico Maurício Barreto.