









UniFTC fabrica e doará máscaras faciais de proteção para profissionais de saúde
Motivada pela urgente necessidade de reduzir o risco de contaminação dos profissionais de saúde que estão atuando na linha de frente no combate ao novo Coronavírus (COVID-19), a Faculdade UniFTC de Itabuna está fabricando máscaras de proteção facial. As peças, que devido à escassez no mercado tem gerado grande preocupação em diversos países do mundo ante o avanço da COVID-19, serão doadas gratuitamente para médicos, enfermeiros e demais profissionais de saúde de hospitais que estão atendendo aos pacientes vítimas do novo vírus nas cidades de Itabuna e Ilhéus, no Sul da Bahia
A produção das máscaras faciais está sendo possível graças ao Espaço UniFTC Maker, laboratório de fabricação que possui a impressora 3-D, utilizada na confecção do equipamento e dos projetos disponibilizados por diversos Fablabs do Brasil. De acordo com o vice-presidente de Operações da Rede UniFTC, Professor Cristiano Lôbo, a inciativa integra uma série de ações que estão sendo postas em prática por meio do Movimento do Bem, implementado pela Instituição em todas as cidades que possuem unidades do grupo educacional.
Ele ressalta que na situação de pandemia que o mundo está vivendo, uma das agravantes consequências da COVID-19 é a contaminação daqueles que estão na linha de frente no combate à doença, principalmente pela falta de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) adequados, dentre eles as máscaras faciais. “Temos consciência de que o momento é muito delicado diante das previsões da comunidade médica e científica que apontam para um agravamento na transmissão do vírus em nosso País neste próximo mês de abril”.
“Com a fabricação e doação das máscaras faciais, a Rede UniFTC quer contribuir para minimizar os riscos de contaminação dos profissionais de saúde, sobretudo nos hospitais públicos que serão referência no atendimento dos pacientes. Para tanto, estamos empenhados para produzirmos uma quantidade significativa de máscaras que possam suprir a demanda nestas unidades. O nosso principal objetivo, por meio desta e das demais iniciativas do Movimento do Bem, é o de preservar vidas”, elucidou Lôbo.
Coordenando as ações na UniFTC de Itabuna, o diretor geral da Faculdade, Professor Kaminsky Mello Cholodovskis, destaca que para iniciar a produção das máscaras diversas medidas de segurança foram reforçadas visando à preservação da saúde dos envolvidos no processo, a exemplo do constante uso de EPIs e higienização pessoal e do ambiente. “Temos consciência que o momento é de isolamento social para evitar a transmissão comunitária da COVID-19. Porém, não podíamos cruzar os braços sabendo que tínhamos o domínio do conhecimento e a tecnologia necessária à produção de um importante equipamento para os profissionais de saúde”, justificou.
Responsável pela campanha de mobilização visando a doação de EPIs, a presidente da Sociedade de Anestesiologia do Estado da Bahia (Saeb), Dra. Liana Maria Torres Azi, enfatizou a solicitude com a qual a Rede UniFTC aderiu ao movimento. “As máscaras faciais são imprescindíveis à segurança dos profissionais de saúde que estão enfrentando a pandemia do novo Coronavírus. A quantidade insuficiente deste equipamento em países como Itália e Espanha tem causado índices de contaminação entre médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem que chegam a 12 e 15%. Portanto, é urgente a necessidade que temos de assegurar que em nosso País e, particularmente, nos hospitais da Bahia todos os profissionais tenham acesso a este recurso de proteção. Neste sentido, a adesão da Rede UniFTC à campanha é muito significativa”, pontou.
Para a fabricação das máscaras faciais, a Faculdade está investindo na aquisição de filamentos, utilizados na impressora 3-D para a produção das bases que servem de suporte, bem como na compra de lâminas de acrílico que é usado na parte frontal das máscaras. O Espaço UniFTC Maker funciona no Campus 2 da Faculdade, localizado na Avenida Inácio Tosta Filho, nº 360, área central de Itabuna. Inicialmente, na fase de produção sob a supervisão da gerente de Laboratório da Rede UnFTC, Alessandra Argolo do Espírito Santo, estão atuando o colaborador do setor de Tecnologia da Informação, Ewerton Santos, e o estudante do 9° semestre de Engenharia Civil, Guilherme Dantas, que dominam a tecnologia de impressão em 3-D.
Com apoio da Prefeitura, costureiras de Irecê produzem máscaras para distribuição gratuita
Costureiras da cidade de Irecê estão mobilizadas na confecção de máscaras de proteção contra o novo coronavírus (Covid-19). A ação é voluntária e está sendo coordenada pela Prefeitura do Município, localizado a 478 quilômetros de Salvador. “Mais de 40 profissionais já receberam material para produção desses itens em suas próprias residências. Estamos adotando os cuidados necessários na entrega da matéria-prima e no recolhimento das peças prontas, para assegurar a proteção das costureiras e também dos servidores envolvidos”, garantiu o prefeito Elmo Vaz.
A expectativa é que sejam produzidas 150 mil máscaras para distribuição gratuita na cidade. A inciativa partiu das costureiras idosas que fazem parte do Grupo Arte do Bem viver, que é formado por cerca de 400 idosos de Irecê e que nesse momento se encontram em isolamento social.
Internos do Conjunto Penal de Itabuna ampliam produção de máscaras de proteção
Depois de sair na frente com a produção máscaras de proteção contra o coronavírus, o Conjunto Penal de Itabuna vai ampliar o número de reeducandos e a produção do insumo. A unidade prisional, administrada em regime de Cogestão entre o Governo da Bahia/ SEAP e a Socializa, iniciou a produção na manhã de sábado (21) com cinco internos.
Nessa quarta-feira (25) foi autorizada pela Seap a ampliação desse número para 30 reeducandos, que serão orientados por 10 instrutores, da empresa Socializa. Os internos serão remunerados para a ação, além de terem direito à remição de pena, de acordo com os parâmetros previstos na Lei de Execuções Penais.
A produção nos primeiros quatro dias, com os cinco reeducandos que iniciaram o trabalho, chegou a 2.080 máscaras, uma média de 520 por dia. Agora, com 30 internos e internas operando as máquinas, a expectativa é que a produção aumente em grande escala, embora o governo do estado ainda não tenha definido uma quantidade.
Impressoras 3D são utilizadas para produção de protetores faciais no combate à Covid-19 na Bahia
Uma rede de makers, profissionais que colocam a mão na massa para produzir por conta própria diversos tipos de materiais, está sendo formada na Bahia para ajudar na luta contra o novo coronavírus. Foi lançado, nesta quarta-feira (25), com apoio do Governo do Estado, o projeto Face Shield for Life, reunindo e convidando os “fazedores” para que utilizem suas impressoras 3D na produção de protetores faciais, EPIs essenciais para minimizar o risco do contágio pela Covid-19. O Hospital Couto Maia deve receber um primeiro lote da doação, com 200 unidades, ainda nesta quarta.
O projeto Face Shield for Life 3D (www.faceshieldforlife3d.com) é uma iniciativa de professores e voluntários da Escola Bahiana de Medicina, Universidade do Estado da Bahia (UNEB) e Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB). As impressoras 3D, também utilizadas na Itália para produção de materiais que auxiliem o sistema de saúde, são máquinas primordiais para imprimir, através de tecnologia tridimensional, e criar próteses, peças decorativas e os próprios protetores faciais.
A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia, Adélia Pinheiro, explica que essa é uma rede de solidariedade formada por profissionais capacitados. “Temos um comitê gestor com representantes de instituições parceiras que estão nos ajudando nesta missão de imprimir protetores faciais. Nossos parceiros têm como meta a produção de 10 mil equipamentos em uma semana”, revela. “Já temos impressoras 3D rodando em instituições de ensino, empresas e residências nos municípios de Salvador, Lauro de Freitas, Feira de Santana, Ilhéus, Jequié, Vitória da Conquista, Barreiras, Bom Jesus da Lapa, Rio de Janeiro e São Paulo. Todos os equipamentos produzidos serão entregues gratuitamente a profissionais de saúde de hospitais públicos e privados”, esclarece.
“Fomos procurados pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesab) e toda produção de agora em diante será entregue para o órgão, que cuidará da distribuição de acordo com a necessidade das unidades de saúde. É importante lembrar que o EPI é um complemento às máscaras do tipo N95, que protege apenas nariz e boca”, explica o pesquisador Leandro Brito, doutor em Modelagem Computacional e Tecnologia Industrial e professor da UFOB.
Rede do bem
“Todo esforço é fundamental neste momento de enfrentamento estratégico ao coronavírus. Estamos auxiliando a formação de hubs em todo o estado, com esses profissionais que voluntariamente estão produzindo equipamentos para ajudar a rede pública de saúde a conter o avanço do Covid-19. Estamos contatando empresas do setor de Plástico para que possam ajudar com insumos”, afirma o vice-governador João Leão, secretário de Desenvolvimento Econômico.
Para o secretário da Casa Civil, Bruno Dauster, a máscara produzida nas impressoras 3D é mais uma importante barreira de proteção para os profissionais de saúde, “dando maior segurança e diminuindo a possibilidade de contato com gotículas de saliva ou secreções dos pacientes”. Ele explica que esse tipo de EPI cobre todo o rosto com plástico transparente e ajuda, principalmente, a proteger a área dos olhos. “Mas vale ressaltar que a utilização desse equipamento não descarta a necessidade do uso da máscara N95”, completa.
O projeto Face Shield for Life 3D conta ainda com apoio popular, que ajuda contribuindo com uma ‘vaquinha’ online. A meta inicial, de R$ 10 mil, estabelecida pelos makers voluntários, foi alcançada em menos de 12 horas. Com a grande procura do equipamento, a meta foi ampliada para R$ 50 mil e, até o fechamento desta matéria, as doações passavam de R$ 30 mil. O dinheiro arrecadado é utilizado para a compra de insumos.
Quem possuir uma impressora 3D e quiser colaborar com o projeto, deve fazer contato com um dos membros do comitê gestor do projeto, no site oficial do projeto. Para baixar os arquivos necessários à impressão, basta acessar encurtador.com.br/kHZ01.




