







Bahia tem mais oito municípios com transporte suspenso
Ubaitaba e outros 11 municípios têm transporte suspenso








Ferramenta Fique no Lar já cadastrou serviço de delivery em 32 municípios baianos
A plataforma digital Fique no Lar, lançada há 10 dias na Bahia para apoiar micro e pequenas empresas, já cadastrou 327 estabelecimentos, em 32 municípios baianos. A ideia da ferramenta, desenvolvida por pesquisadores do Instituto Federal do Ceará (IFCE) e disponibilizada para o Estado, graças a uma parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) e a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI), é estimular o serviço de delivery e manter a população em casa. O setor de alimentação é campeão em cadastros.
“O Fórum Regional Permanente das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte continua atento a este segmento e pensando em ações para alavancar o setor. Estamos fazendo um trabalho agora por território de identidade, para que os empreendedores dessas regiões se cadastrem. E pedimos que os consumidores que podem ficar em casa, façam a experiência e utilizem a ferramenta como fonte de pesquisa. Fique no lar”, pede o vice-governador João Leão, secretário de Desenvolvimento Econômico e presidente do Fórum.
Frederico Teixeira, proprietário da Oxe é de Minas, que fica dentro do Mercado do Rio Vermelho, conta que a empresa precisou se reinventar muito rápido e passar a trabalhar com delivery. “Fiquei sabendo do aplicativo Fique no Lar, criado para fazer uma conexão mais rápida entre clientes e pequenos empreendedores. Já fiz meu cadastro e acredito que vai facilitar muito o acesso dos consumidores aos pequenos, peço que olhem ferramenta, ela é fantástica”, afirma.
A Mariquita Lavanderia está trabalhando a todo vapor para que seus clientes fiquem em casa. “A lavanderia vai até você oferecer nossos. Tudo isso podendo contar com a iniciativa do Fique no Lar, que está dando todo apoio ao pequeno empreendedor”, diz a empreendedora Ester Cunha.
Salvador lidera na ferramenta com 167 cadastros, seguido de Feira de Santana com 30, Itabuna (13), Ilhéus (11), Vitória da Conquista, Lauro de Freitas e Jequié (10), Barreiras (9), Juazeiro e Luís Eduardo Magalhães (8), Porto Seguro e Teixeira de Freitas (7), Mata de São João (6), Guanambi e Serra do Ramalho (5). Os demais 21 estabelecimentos estão cadastrados em outros 21 municípios.
Os empreendedores que adotaram o serviço de delivery durante a pandemia e não constam na lista, podem entrar no aplicativo e fazer o cadastro, que solicita informações que facilitam a busca do usuário por categoria.
Bahia tem mais 7 cidades com transporte intermunicipal suspenso




Mais 41 novos municípios baianos têm decretos de calamidade pública aprovados pela Assembleia: no total já são 374 cidades
A Assembleia Legislativa realizou sessão virtual nesta quinta-feira (23), onde votou e aprovou por unanimidade 41 novos projetos de decreto legislativo municipais solicitando o reconhecimento do “estado de calamidade pública” em razão da pandemia do Covid-19. No total, 374 dos 417 municípios baianos já vivem sob os efeitos dos decretos extraordinários. “Estamos prontos para votar os 43 pedidos de reconhecimento do estado de calamidade. Só basta que os pedidos do Executivo municipal cheguem à Mesa Diretora. Agora, o importante é manter o isolamento social e, principalmente, usar máscara. A chance de contágio de dois indivíduos que estiverem usando máscara cai para apenas 1,5%”, explica o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia – ALBA, deputado Nelson Leal.
Com a aprovação pela ALBA, o estado de calamidade pública vige, a partir de hoje, em Abaré, Adustina, Amargosa, América Dourada, Aramari, Glória, Ibiassucê, Jaborandi, Mairi, Mortugaba, Ourolândia, Paratinga, Pindaí, Rafael Jambeiro, Santa Luz, Santo Antônio de Jesus, Sítio do Mato, Várzea da Roça, Xique-Xique, Aporá, Ichu, Urandi, Itapebi, Barreiras, Cícero Dantas, Cristópolis, Encruzilhada, Esplanada, Heliópolis, Ibicuí, Ibirapitanga, Irajuba, Jeremoabo, Macajuba, Antônio Gonçalves, Eunápolis, Iraquara, Lajedinho, Muquém do São Francisco, Poções e Taperoá.








Bahia alcança a marca de 80 cidades com transporte intermunicipal suspenso
A cidade de Valença terá o transporte intermunicipal suspenso a partir deste domingo (19). A medida, que visa conter o avanço da pandemia do novo coronavírus na Bahia, foi publicada no Diário Oficial deste sábado (18). Com a decisão do governador Rui Costa, o estado alcançou a marca de 80 municípios com a restrição, válida até o dia 3 de maio.
A determinação considera circulação, saída e chegada de qualquer transporte coletivo intermunicipal, público e privado, rodoviário e hidroviário, nas modalidades regular, fretamento, complementar, alternativo e de vans.
Também estão com transporte suspenso outras 79 cidades: Abaíra, Adustina, Aiquara, Alagoinhas, Amelia Rodrigues, Araci, Aurelino Leal, Barra, Barra do Choça, Barra do Rocha, Belmonte, Buerarema, Brumado, Cachoeira, Camacã, Camaçari, Campo Formoso, Canavieiras, Cansanção, Capim Grosso, Catu, Coaraci, Conceição do Coité, Conceição do Jacuípe, Curaçá, Euclides da Cunha, Eunápolis, Feira de Santana, Floresta Azul, Gandu, Gongogi, Ibirataia, Ibotirama, Ilhéus, Ipiaú, Itabuna, Itacaré, Itagi, Itagibá, Itajuípe, Itaparica, Itapé, Itapebi, Itapetinga, Itarantim, Itatim, Itororó, Ituberá, Jaguaquara, Juazeiro, Lauro de Freitas, Luís Eduardo Magalhães, Palmeiras, Piripá, Porto Seguro, Prado, Rio do Pires, Salvador, Santa Cruz Cabrália, Santa Luzia, Santa Maria da Vitória, Santa Teresinha, São Félix, São Francisco do Conde, Serra do Ramalho, Serrinha, Simões Filho, Teixeira de Freitas, Ubatã, Una, Uruçuca, Utinga, Vera Cruz e Vitória da Conquista.
Não houve mudança em relação aos 14 municípios que tiveram o transporte intermunicipal restabelecido. Barreiras, Bom Jesus da Lapa, Canarana, Candeias, Conde, Correntina, Dias d’Ávila, Entre Rios, Guanambi, Itamaraju, Medeiros Neto, Nova Soure, Pojuca e São Domingos estão com circulação normal do transporte intermunicipal porque não apresentaram novos registros da Covid-19 há 14 dias ou mais.
Testes rápidos para detectar coronavírus são enviados a mais de 60 municípios baianos
Mais de 60 municípios baianos, onde o coronavírus (Covid-19) foi identificado, já receberam testes rápidos. Por determinação do Ministério da Saúde, os 31 mil testes rápidos adquiridos pelo Governo Federal serão voltados para os trabalhadores das áreas de Segurança Pública e Saúde, bem como para as pessoas que residam no mesmo domicílio dos profissionais e estejam com quadro gripal.
De acordo com o secretário da Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas, “a Bahia solicitou a ampliação desse público-alvo, mas o acréscimo de outros grupos populacionais está subordinado à capacidade operacional de produção, aquisição e distribuição do Ministério da Saúde”, pontua o secretário.
Segundo o diretor de Atenção Básica da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), Cristiano Sóster, no caso dos trabalhadores de Segurança Pública, os testes serão utilizados apenas para se verificar se os profissionais estão curados e possam voltar ao trabalho. “A lógica que o Ministério da Saúde está utilizando é a de que o profissional da Segurança Pública vai ficar de quarentena e, 72 horas após o desaparecimento dos sintomas, o teste será aplicado para sabermos se ele está curado ou não, a fim que de ele possa voltar à atividade sem contaminar ninguém”, explica o diretor.
A nota técnica nº 11/2020, disponibilizada pelo Ministério da Saúde, indica que o resultado é verificado após 15 minutos da realização do teste. Além disso, o teste deve ser realizado respeitando duas condições: em profissionais de saúde e segurança pública, eles devem ter o mínimo de sete dias completos desde o início dos sintomas de Síndrome Gripal e mínimo de 72 horas assintomático; no caso das pessoas com diagnóstico de Síndrome Gripal que resida no mesmo domicílio de um profissional de saúde ou segurança em atividade, ela deve possuir o mínimo de sete dias completos desde o início dos sintomas do quadro gripal.








Municípios são alertados sobre proibição de concessão de benefícios em ano eleitoral
Os municípios de Bom Jesus da Lapa, Sítio do Mato e Serra do Ramalho foram orientados pelo Ministério Público estadual a coibirem a distribuição de bens, valores ou benefícios, neste ano eleitoral de 2020, que não estejam previstos em situação de calamidade pública, emergência e de continuidade de programa social em execução orçamentária pelo menos desde o ano de 2019.
A recomendação foi encaminhada no último dia 25 pela promotora de Justiça Andréa Ariadna. Entre os benefícios vedados, estão a doação de gêneros alimentícios e de materiais de construção, pagamento de passagens rodoviárias, quitação de contas de fornecimento de água ou energia elétrica, doação ou concessão de direito real de uso de imóveis para instalação de empresas e isenção total ou parcial de tributos.
A promotora destaca que a concessão de benefícios, em cenários emergenciais, como é o caso da pandemia do novo coronavírus, deve atender a critérios objetivos e ser autorizada expressamente pela autoridade competente. A recomendação também foi encaminhada às Câmaras Municipais para que não sejam votados em plenário, neste ano, projetos de leis que permitam tal distribuição. Segundo a recomendação, as ações de socorro à população em situações de calamidade e emergência devem prever a quantidade de pessoas beneficiadas, renda familiar, condições pessoais ou familiares, entre outros critérios objetivos.
Qualquer concessão de benefício motivada por emergência deve ser informada ao MP, com dados do valor, período de distribuição e pessoas beneficiadas. Entre outras medidas, ela recomendou ainda a suspensão do repasse de recursos materiais, financeiros ou humanos a entidades nominalmente vinculadas a candidatos, ou pré-candidatos, ou por eles mantidas, que executem programas de distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios, como também a continuidade de programas sociais da administração municipal que promovam, mesmo que não explicitamente, filiados, pré-candidatos e candidatos.
Outras orientações
A promotora expediu também recomendações para os municípios realizarem a capacitação dos agentes comunitários de saúde e de todos os profissionais de saúde, campanha publicitária para transmitir informações para a população a respeito do coronavírus e a proibição da realização de eventos públicos ou particulares com aglomeração de pessoas; para a continuidade da alimentação escolar durante o período de fechamento das escolas; para a continuidade do funcionamento dos Conselhos Tutelares; adoção de medidas de higienização e proteção ambiental e pessoal de funcionários e acolhidos das unidades de crianças e adolescentes; para coibir a prática de preços abusivos de produtos de prevenção e proteção ao coronavírus e para a correta e eficiente utilização dos recursos públicos nas ações contra os efeitos da pandemia.
Instituições vão ajudar na aquisição e confecção de EPIs para os municípios
Durante uma reunião virtual promovida pela Associação dos Municípios da Região Cacaueira – Amurc, nesta segunda-feira, 30, para o combate ao Coronovírus (Covid-19), as instituições como a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), o Instituto Arapyaú e o Sul da Bahia Global se comprometeram em ajudar na compra ou confecção de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para os municípios da região.
As principais necessidades apontadas pelos gestores municipais, segundo o secretário executivo da Amurc, Luciano Veiga, estão a falta de kits para a realização de testes, EPIs, a falta de leitos de UTIs e repasses do Governo do Estado da Bahia. Ao mesmo tempo, os municípios reclamam da dificuldade de encontrar fornecedores para compra desses materiais.
Nesse sentido, a Amurc está realizando algumas ações, como a organização de compra conjunta de EPIs e materiais necessários no combate ao vírus. Já foi feito uma análise de fornecedores e cada município está fazendo o levantamento de suas demandas (EPIs e materiais) para compras coletivas. Aliado isso, está sendo feito uma ação junto às secretarias de Educação para fornecimento de alimentação, (recursos da merenda escolar) para alunos que estão em casa.
A UFSB se comprometeu realizar testes rápidos para triagem inicial dos casos suspeitos, além de atuar com a fabricação de EPIs e do álcool gel, tendo em vista que a universidade possui a autorização da ANVISA para fabricação desse componente químico. No entanto, a matéria-prima para a produção desses materiais depende de um aporte financeiro do Ministério da Educação (MEC) e da iniciativa privada para desenvolver os testes na UFSB.
Já a Uesc colocou a universidade a disposição para a fabricação de máscaras através de impressora 3D, a fabricação de álcool gel e realização de testes rápidos, que dependem de aporte financeiro federal e da migração do nível de biossegurança 2 para o nível 3 (trabalho com agentes de risco biológico da classe 3, ou seja, com microrganismos que acarretam elevado risco individual e baixo risco para a comunidade).
Os Institutos Natura e Arapyaú também estão nas frentes de apoio para às compras de EPIs, testes rápidos e investimentos na estrutura hospitalar da região.