





Governador anuncia volta progressiva dos atendimentos nas Policlínicas
por Domingos Matos
escrito por Domingos Matos
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O governador Rui Costa decidiu ontem que atendimento nas policlínicas regionais de saúde será retomado de forma “cautelosa e cuidadosa” para que pacientes de toda a Bahia possam dar prosseguimento aos seus tratamentos médicos. A decisão foi tomada nesta sexta-feira (17) durante reunião remota entre representantes dos poderes estaduais. Além do governador, participaram o presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, Lourival Almeida Trindade; o presidente da Assembleia Legislativa, Nelson Leal; e a presidente do Ministério Público Estadual, Norma Cavalcanti. Durante o encontro, o governador também demonstrou preocupação com a situação financeira do Estado em razão dos recursos que estão sendo investidos no combate ao avanço da covid-19.
A motivação para a reabertura das policlínicas, explicou Rui, são as dezenas de pedidos feitos por pessoas que tiveram seus tratamentos interrompidos com as férias coletivas dadas aos profissionais das policlínicas, que se encerram em seis de maio: “são pessoas que precisam saber se estão com câncer ou não, que precisam avaliar seus problemas cardíacos, se têm diabetes”.
Atualmente, a Bahia conta com 16 policlínicas regionais, que atendem a uma população de cerca de dois milhões de pessoas. “Elas são importantíssimas para salvar vidas humanas”, explicou o governador. De acordo com ele, a reabertura dessas unidades será programada de forma progressiva e seletiva, por região e município, e após o fim das férias coletivas, para evitar que essa atividade interfira de forma negativa na contenção do coronavírus.
“Se nossa meta é preservar vidas, não podemos ignorar os outros problemas de saúde, que não deixaram de acontecer”, disse.
Rui afirma que a polícia vai reforçar o cumprimento de decretos na região Sul
por Domingos Matos
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Em transmissão ao vivo pelas redes sociais na noite desta quinta-feira (16), mais uma vez o governador Rui Costa demonstrou preocupação com a região sul da Bahia, onde muitos comércios continuam funcionando e as pessoas seguem nas ruas.
Rui disse que já entrou em contato com o comandante-geral da Polícia Militar e com o secretário da segurança pública para reforçar o controle e fazer com que a população cumpra os decretos de isolamento social.
A Turma do Jaleco e os interesses que levaram ao recuo de Fernando Gomes sobre o HBLEM
por Domingos Matos
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Passa por interesses pessoais, muito mais do que por preocupações logísticas, a mudança de rumo na condução da crise do coronavírus apontada por Juvenal Maynart em sua carta de pedido de exoneração do Hospital de Base. As pressões dos médicos falaram mais alto, e a cidade pode virar o epicentro da disseminação da Covid-19 na Bahia.
O Hospital de Base atende a cerca de 160 municípios, que representam 1 milhão e 700 mil habitantes. Por ser unidade de portas abertas, não recusaria quem, desse universo, procurasse atendimento, infectado ou não pelo coronavirus. Ao se misturarem infectados e os que estivessem ali por outros motivos clínicos, o risco de infecção cruzada pelo coronavírus seria altíssimo.
O Trombone apurou que a mudança de hospital de portas abertas para unidade referência em atendimento da Covid-19 iria desabrigar muitos médicos. Cirurgiões buco-maxilares, neurologistas, ortopedistas e outros “istas” seriam deslocados para a UPA 24 horas, desde que demandados por aquela unidade.
Isso desagradou à Turma do Jaleco. Não é segredo para ninguém que há um grande jogo de interesses, que movimenta – ou trava – o Hospital de Base, de acordo com a vontade de alguns renomados médicos daquela unidade. Observando os comentários nas redes sociais, é possível colher, aqui e ali, algumas pistas do que acontece por detrás das cortinas. O perfil Nilda Cirilo de Santana foi “na mosca”, ao comentar em uma postagem do ex-prefeito Geraldo Simões no Facebook (ipsi literis):
“Estão simplesmente atendendo à vontade de meia dúzia de médicos, que não honra o jaleco que veste, tem muito profissional da saúde que bateu o pé e não aceitou a mudança. O governador do estado, dentro das leis e da orientação da OMS, não deveria aceitar essa atitude por parte da prefeitura municipal de Itabuna. O povo grapiúna não merece essa descaso . Está na hora de botar essa meia dúzia de profissionais ,que não tem compromisso com a saúde e a vida do ser humano, no lugar deles ! O mundo está vivendo uma realidade dramática e esse povo tem que acordar, Chega! Mais amor por favor. Itabuna merece.”
Não se sabe quais argumentos os médicos usaram para convencer o prefeito Fernando Gomes a contrariar um acordo já firmado e já em execução com o governador Rui Costa, de quem se diz “amigo pessoal” – o termo é usado para não se comprometer com as convicções políticas de Rui, petista, e manter a relação conveniente e assepticamente no limite da “gestão”.
Há quem relate um mundo de intrigas e chantagens entre a Turma do Jaleco e os inúmeros gestores que o Hospital de Base, e a própria pasta da Saúde, já viram passar nesses quase 3 anos e meio de mandato de Fernando Gomes. O fato é que, como unidade exclusiva para coronavírus, muitos profissionais e seus equipamentos seriam dispensados.
Quanto a isso, foi tentada uma solução, por meio de uma Chamada Pública, para que esses especialistas passassem da condição de prestadores de serviço Pessoa Jurídica para servidores do Hospital de Base, equiparados a funcionários concursados. Não só rejeitaram a proposta, como a derrubaram, via liminar, conseguida na Justiça por meio de uma ação patrocinada por um grande escritório de advocacia da cidade. Estariam na linha de frente do combate ao coronavírus, mas preferiram conversar com Hipócrates somente através de seus advogados.
Diante de tudo isso, ficam algumas perguntas: os 40 leitos de UTI, os 60 leitos clínicos, todos equipados com respiradores, ainda virão para o Hospital de Base? Os pacientes levados para o Hospital Regional Costa do Cacau voltarão ao Base e ficarão junto com os casos suspeitos de coronavirus até a finalização do Hospital São Lucas?
O fato é que o Hospital de Base, exclusivo para coronavírus atenderia a um público de 800 mil pessoas, apenas com uma necessidade. Agora, volta a atender o público de 160 municípios, com um público de 1 milhão e 700 mil pessoas, que podem procurar o hospital com qualquer necessidade, inclusive para coronavírus, ao mesmo tempo, no mesmo local.
Após tudo isso, o prefeito Fernando Gomes pegou mais 30 dias de férias e sumiu do município. Vai cumprir sua quarentena bem isolado dos problemas do povo.






Fernando chuta o balde e Hospital de Base vai misturar pacientes comuns a infectados pelo coronavirus
por Domingos Matos
escrito por Domingos Matos
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Não durou cinco dias a palavra do prefeito Fernando Gomes, empenhada junto ao governador Rui Costa, com quem acertou a transformação do Hospital de Base em Referência para Covid-19. Na tarde de hoje (30), o prefeito assinou um ofício, em conjunto com o secretário municipal da Saúde, Uildson Nascimento, retornando o Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães à condição anterior, ou seja, portas abertas para atendimentos emergenciais, clínico-cirúrgicos e traumáticos. Todos misturados com os casos de Covid-19 (clique na imagem para ver o decreto).
A atitude do prefeito está sendo avaliada como irresponsável por profissionais de saúde – que não querem se identificar -, uma vez que misturar pacientes comuns com os contaminados pelo novo coronavírus, altamente contagioso, é abrir uma grande porta para as infecções cruzadas.
“São pacientes que já estão, em muitos casos, muito rebaixados, ou seja, com imunidade comprometida, e que, expostos a essa possibilidade de contágio, certamente não resistirão e teremos muitos óbitos pela Covid-19. São óbitos que talvez não tivéssemos, se estivessem separados”, afirma um desses profissionais.
Políticos também se posicionaram em relação a essa tragédia anunciada. O ex-prefeito Geraldo Simões divulgou em suas redes sociais um texto em que classifica a ação como “muito ruim”, e alerta para o perigo de manter em um mesmo ambiente hospitalar, pacientes de que que nada tem a ver com a Covid-19, mas que podem vir a ser contagiados pelo coronavírus.
“Foi muito ruim a decisão do prefeito de Itabuna de recuar da proposta de transformar o Hospital de Base em referência para tratamento da Covid-19. Com o recuo, vai colocar em risco de contaminação cruzada pacientes que estão no hospital por outras doenças. É importante ressaltar que os pacientes que antes eram atendidos no Hospital de Base passariam a ser atendidos pelo Hospital Regional Costa do Cacau, enquanto durasse a emergência da Covid-19 no Estado. Não haveria desassistência e a população estaria livre de um risco desnecessário”, disse Geraldo em sua página no Facebook.
Para esses profissionais, o São Lucas seria retaguarda do Base, complementando os serviços, uma vez que os leitos previstos até aquele momento não seriam suficientes para atender uma demanda de quase um milhão de habitantes de nossa microrregião.
Em outra frente, seria necessário preparar as unidades de saúde de referência para o atendimento exclusivo do coronavirus, funcionando até às 22 horas. Seria o caso também de preparar um espaço de isolamento para profissionais de saúde que estão na linha de frente, no combate à Covid-19. Além disso, providenciar um centro de acolhimento para aquelas pessoas que não tenham condições de manter um isolamento eficaz em suas casas, além do fortalecimento da rede de proteção às pessoas em situação de rua.
Mas, com o recuo do prefeito, fica em xeque sua capacidade de planejamento e de antecipação às demandas, como tem sido visto na Bahia, sob a condução do governador Rui Costa, e do secretário Fábio Vilas-Boas.





Ao Vivo – Conversa Com o Governador
por Domingos Matos
escrito por Domingos Matos
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