Do Pimenta:
Os deficientes reclamavam da falta de acessibilidade desde o início da obra, mas a prefeitura resistia e só agora decidiu ouvi-los. Isso, claro, depois de a Fundesb ter acionado o Ministério Público estadual. Antes, o município dizia que o projeto era moderno e contemplava deficientes físicos e visuais.
As pedras foram adquiridas em Porto Seguro e, apesar do valor da compra não ter sido anunciado, certamente é bem mais cara que as famigeradas ‘pedras portuguesas’, que até já encontraram defensores, devido à calamidade que é andar pelas pedras importadas da costa do descobrimento.
Só que, se fossem aquelas, poderíamos dizer que o faz-e-refaz da tal obra seria um trabalho de português, numa alusão ao anedotário brasileiro que não perdoa os patrícios. Mas, de bobos, os comandantes dessa empreitada nada têm. São espertos até demais.